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De aluna com dificuldades a leitora confiante: a história da Beatriz

  • Foto do escritor: Associacao FENADOR
    Associacao FENADOR
  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

Quando Beatriz chegou à Escola Fenador tinha 7 anos e uma vontade enorme de aprender a ler e a escrever. Hoje, ela conta com orgulho que consegue fazer exatamente isso — e a sua história lembra-nos por que a educação de qualidade muda vidas.

Beatriz tem 9 anos, é a filha mais velha de uma família de quatro pessoas que vive no bairro do Cacuaco, em Angola. Como tantas crianças angolanas, ela passou um tempo a morar com familiares em outra localidade — o bairro Zango — para tentar ter acesso à escola. Lá, frequentava aulas particulares de explicação, mas as dificuldades na leitura e na escrita persistiam.

A mudança veio de uma conversa simples com um vizinho. Abreu, colega de bairro, contou a Beatriz que na escola onde ele estudava — a Fenador — as professoras ensinavam bem e, mais do que isso, dedicavam atenção especial aos alunos com dificuldades de leitura e escrita.

Convencida pelas palavras do Abreu, Beatriz pediu à mãe para a matricular na Fenador. O pai reuniu o dinheiro da matrícula e, no dia 9 de janeiro de 2019, ela foi inscrita. "Eu fiquei tão feliz!", recorda ela, com entusiasmo genuíno.

Ao longo do 2.º ano do ensino primário, Beatriz foi confirmando o que o vizinho lhe tinha prometido: as professoras realmente se dedicam, os alunos com mais dificuldades recebem apoio individualizado, e o ambiente de aprendizagem é acolhedor. Resultado? Uma menina que chegou sem conseguir ler agora lê e escreve — e gosta de estudar.


"Aqui ensinam bem, pois já consigo ler e escrever."

— Beatriz, aluna da Escola Fenador


Uma frase simples. Nove palavras. E o peso de uma conquista enorme para uma criança de 9 anos.


Por que histórias como a da Beatriz importam

A Escola da Fenador não é uma escola de elite. Não temos recursos abundantes nem estruturas sofisticadas. Somos uma escola dedicada às crianças de famílias pobres do Cacuaco — crianças que muitas vezes chegam até nós com lacunas grandes na aprendizagem, como a Beatriz chegou sem saber ler nem escrever direito.

O que temos é compromisso. Professoras que prestam atenção, que percebem quando um aluno está a ficar para trás e não desistem dele. E o apoio fundamental da associação Um Novo Reconstruir Angola, que todos os anos angaria padrinhos para cada uma das crianças da escola — tornando possível que famílias como a da Beatriz consigam manter os filhos estudando, mesmo quando os recursos são escassos.


Não prometemos o impossível. Prometemos o essencial: que cada criança que passar pela nossa escola vai ter uma chance real de aprender.


Quer saber mais sobre a Escola Fenador ou apoiar o nosso trabalho? Entre em contato conosco e faça parte desta história.




Fenador, Cacuaco · AngolaTestemunho recolhido em 2021

 
 
 

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